Entenda como funciona a formação de coágulos no sistema circulatório
Autor(es): Dr. Pedro Pinheiro Medicina Interna e Nefrologia
A trombose, segundo Dr. Pedro Pinheiro, especialista em Medicina Interna e Nefrologia, é uma condição que se aparece quando um coágulo de sangue se forma dentro de um vaso sanguíneo, bloqueando ou restringindo o fluxo de sangue. Existem dois tipos principais: trombose arterial e trombose venosa.
A trombose venosa mais comum é chamada de trombose venosa profunda (TVP), e acontece nas veias das pernas, coxas ou pelve, causando inchaço e dor no local.
O corpo tem um sistema de coagulação que ajuda a parar sangramentos quando há lesões nos vasos sanguíneos. Mas, às vezes, esse sistema pode causar coágulos maiores do que o necessário, bloqueando o vaso e prejudicando o fluxo sanguíneo.
As tromboses arteriais e venosas têm sintomas diferentes, pois artérias e veias têm funções diferentes no corpo. As artérias levam sangue com oxigênio e nutrientes aos tecidos, enquanto as veias levam sangue de volta ao coração e pulmões para ser oxigenado novamente. A trombose arterial pode levar à falta de sangue em órgãos e tecidos, causando infartos, como o infarto do miocárdio e AVC.
Já a trombose venosa bloqueia o fluxo de sangue de volta ao coração, acumulando sangue na área afetada. E podemos ver que é comum nas pernas, coxas ou pelve.
Fatores que aumentam o risco de trombose:
- Redução do fluxo sanguíneo: o sangue mais lento favorece a ação dos fatores de coagulação, aumentando o risco da doença;
- Lesão da parede do vaso sanguíneo: quando a parede de um vaso sofre lesão, o sistema de coagulação é ativado para formar um coágulo que evite sangramentos excessivos;
- Alterações nos componentes do sangue: certas doenças podem afetar os fatores de coagulação, aumentando o risco de trombose;
- Alguns fatores de risco incluem cirurgias, traumas, longas viagens sentado e trombofilias – doenças do sangue que aumentam o risco de formação de coágulos.
A trombose é uma doença séria e precisa de tratamento médico. Fique atento aos sintomas e riscos, e procure ajuda se suspeitar que você tenha. É importante estar atento aos sintomas e fatores de risco e buscar orientação médica se houver suspeita.
- Título: Parou de consumir bebidas alcoólicas? Fique atento aos sinais da abstinência
Entendendo os efeitos do álcool no corpo
A abstinência de álcool é uma realidade enfrentada por muitas pessoas que bebem de forma contínua e decidem parar subitamente. Tomam a decisão e param de uma vez. A abstinência pode ocorrer até durante uma hospitalização para um cirurgia, por exemplo, pois os bebedores não têm acesso ao álcool.
Essa parada pode trazer uma série de sintomas para a pessoa, que variam de leves a graves, e, em alguns casos, até podem ser fatais se não forem tratados adequadamente.
Conheça os graus que podem ser sentidos durante a abstinência:
Abstinência Leve a Moderada
Quando uma pessoa para de beber, os sintomas de leves a moderados de abstinência geralmente começam a surgir em torno de seis horas após o último consumo de álcool. Os sinais leves incluem tremores, dor de cabeça, fraqueza, sudorese e náuseas. Algumas pessoas podem até experimentar convulsões, conhecidas como epilepsia alcoólica.
Alucinose Alcoólica
Em casos de bebedores crônicos que interrompem o consumo, pode ocorrer a alucinose alcoólica. Essas pessoas começam a ouvir vozes acusatórias e ameaçadoras, o que pode gerar apreensão e terror. A alucinose alcoólica pode durar vários dias, mas é tratável com medicamentos antipsicóticos.
Delirium Tremens (DTs)
O Delirium Tremens é a forma mais grave de sintomas de abstinência do álcool. Geralmente, não se manifesta imediatamente, mas após aproximadamente 48 a 72 horas desde a última ingestão alcoólica. Os sintomas incluem nervosismo, confusão, insônia com pesadelos intensos, sudorese excessiva e depressão. A pessoa pode apresentar aumento do ritmo cardíaco, pressão arterial elevada e até febre. Além disso, podem ocorrer alucinações assustadoras e desorientação, tornando a experiência aterrorizante. O indivíduo pode ter a sensação de que o chão está se movendo, as paredes caindo ou o quarto girando. A coordenação motora é prejudicada, e o tremor persistente nas mãos, cabeça e corpo é comum. Em casos graves, o Delirium Tremens pode ser fatal, por isso é crucial buscar tratamento adequado.
A abstinência de álcool é um processo delicado e pode variar em intensidade para cada pessoa. Se você ou alguém que conhece está enfrentando esses sintomas, é fundamental procurar ajuda médica imediata para garantir um tratamento seguro e eficaz. Lembre-se, a busca por um estilo de vida saudável e equilibrado é essencial para o bem-estar físico e mental.
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Referência:
Por Gerald F. O’Malley , DO, Grand Strand Regional Medical Center;
Rika O’Malley , MD, Grand Strand Medical Center


